O Tribunal da Comarca de Luanda decidiu libertar, nesta quinta-feira (8), os líderes das principais associações e cooperativas de taxistas detidos desde Agosto de 2025, na sequência da greve contra a subida do preço dos combustíveis que, em Julho do ano passado, provocou a morte de 30 pessoas e deixou centenas de feridos.
Entre os libertados estão Rodrigo Luciano Catimba, vice-presidente da Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Eduardo, da Associação de Taxistas de Angola (ATA), Rafael Ginga Inácio, da Cooperativa de Táxis Comunitários de Angola (CTCA), e António Alexandre Freitas, da Cooperativa dos Taxistas e Motociclistas Freitas (CTMF).
Os líderes estiveram cinco meses no Estabelecimento Penitenciário de Calomboloca, na província do Icolo e Bengo, após detenção pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC). O Ministério Público acusou-os de associação criminosa, instigação pública, atentado à segurança dos transportes e promoção do vandalismo.
Francisco Paciente, presidente da ANATA, ainda não foi libertado, mas a sua saída é aguardada em breve, segundo informações da unidade de apoio aos juízes de garantias.
