Angola participa, este domingo, 8 de Novembro, no Fórum de Cooperação Industrial China-África e Desenvolvimento do Comércio Electrónico Transfronteiriço 2026 e no Seminário do Segundo Índice Nacional de Comércio China-África, que decorrem na Universidade Normal de Zhejiang, em Jinhua, província de Zhejiang, na China.
A delegação angolana, composta por 21 membros, é chefiada pelo chefe de Gabinete do ministro da Indústria e Comércio, Arlindo Isabel, e participa no encontro à margem do Seminário sobre Comércio Electrónico de Angola, que decorre em Jinhua, de 23 de Outubro a 12 de Novembro.
Segundo uma nota enviada ao JA Online, a sessão de abertura contará com intervenções do vice-reitor da Universidade Normal de Zhejiang, Lin Yigang, do vice-prefeito da Câmara Municipal de Jinhua, Yu Jiamu, e do representante angolano, Arlindo Isabel.
Na sua intervenção, subordinada ao tema “Comércio electrónico transfronteiriço China-Angola: Situação actual, orientações políticas e perspectivas futuras”, Arlindo Isabel vai apresentar quatro prioridades para o desenvolvimento das trocas comerciais entre os dois países.
As prioridades incluem a simplificação dos procedimentos e o reforço da segurança jurídica, a melhoria da qualidade e certificação dos produtos, o desenvolvimento de infra-estruturas e serviços logísticos, bem como a formação de jovens empreendedores.
No quadro da cooperação económica, Angola vai propor três iniciativas concretas para os próximos dois a três anos, com destaque para a implementação de um projecto-piloto destinado à exportação de três a cinco produtos nacionais, entre os quais café, mel, frutas processadas, produtos de beleza e artesanato.
A proposta contempla igualmente a criação de um pavilhão nacional de Angola, em parceria com plataformas chinesas de comércio electrónico, e a implementação de um programa permanente de formação de jovens empreendedores, com actividades em Jinhua e Luanda.
O Fórum termina com uma mesa-redonda dedicada à aplicação prática e às perspectivas futuras do Índice de Comércio China-África, seguida da apresentação de uma síntese dos trabalhos pela Universidade Normal de Zhejiang.
