O MPLA admite equívoco na distribuição de um formulário aos jornalistas que pretendem cobrir o IX Congresso Ordinário do partido, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro de 2026, em Luanda, esclarecendo que a ficha se destinava aos militantes.
A explicação foi apresentada pelo secretário do Bureau Político para a Informação e Propaganda, Esteves Hilário, na sequência de uma notícia publicada pelo Novo Jornal, que denunciou a inclusão do número do Comité de Acção do Partido (CAP) no documento entregue aos órgãos de comunicação social.
Segundo o responsável, a situação resultou de uma troca de formulários, não estando prevista a exigência de identificação partidária aos profissionais da imprensa.
MPLA admite equívoco e anuncia acreditação online
Esteves Hilário esclareceu que os jornalistas receberão uma ligação electrónica para efectuar o processo de acreditação, afastando a necessidade de inscrição presencial.
O dirigente garantiu igualmente que o número do CAP não será exigido aos profissionais destacados para a cobertura do encontro.
O esclarecimento surge depois de o formulário distribuído ter provocado preocupações entre os jornalistas, sobretudo porque apresentava a palavra «IMPRENSA» no cabeçalho, apesar de incluir informações relacionadas com a militância partidária.
MPLA: SJA condenou exigência do CAP
Antes do esclarecimento, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) havia condenado a inclusão do número do CAP no processo de acreditação.
O secretário-geral da organização, Pedro Miguel, considerou inadequada a solicitação de informações partidárias aos profissionais da comunicação social.
Na ocasião, o responsável sindical apelou aos jornalistas para não preencherem o campo destinado ao número do CAP, defendendo que a militância partidária não deve constituir requisito para a cobertura de actividades políticas.
A situação gerou preocupações entre profissionais de diferentes órgãos, que receavam eventuais dificuldades na obtenção das credenciais.
