Angola com 36,6 milhões de habitantes no final de 2024, aponta Recenseamento Geral

Angola registou 36,6 milhões de habitantes no final de 2024, mais 10,8 milhões do que em 2014, um crescimento de 42% em dez anos, segundo os resultados do Recenseamento Geral da População e Habitação 2024, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O censo revela uma população jovem, com 62% dos residentes com menos de 25 anos, e idade média de 23,2 anos, comparativamente aos 20,6 anos registados em 2014. Do total, 51% são mulheres e 49% homens, representando 96 homens por cada 100 mulheres, índice superior ao de 2014, quando se registavam 94 homens por cada 100 mulheres.

O país conta actualmente com 9,1 milhões de agregados familiares distribuídos por mais de nove milhões de habitações, mantendo-se a média de 3,9 pessoas por agregado familiar. Quanto às condições básicas, 37% dos agregados têm acesso à água canalizada dentro de casa, no quintal ou no vizinho.

A província de Luanda continua a concentrar o maior número de habitantes, com 8,8 milhões, mais 1,9 milhões do que em 2014. Seguem-se as províncias da Huíla, Huambo, Benguela, Cuanza Sul, Bié e Uíje, todas com mais de dois milhões de residentes. No extremo oposto, o Cuando permanece como a província menos povoada, com pouco mais de 138 mil habitantes, integrando o grupo de regiões com menos de 700 mil pessoas, onde se incluem também Zaire, Cuanza Norte, Moxico e Cubango.

Os dez municípios mais populosos concentram 24% da população angolana, cerca de 8,6 milhões de pessoas, sete dos quais localizam-se em Luanda: Kilamba Kiaxi, Cacuaco, Mulenvos, Viana, Cazenga, Maianga e Camama. Em termos de densidade populacional, Luanda mantém-se como o território mais concentrado, com 5.349,3 habitantes por quilómetro quadrado, contra 1,3 habitantes por quilómetro quadrado no Cuando.

No domínio linguístico, o português é falado por 45,5% da população, seguindo-se o umbundo (17,1%), o kimbundu (10,8%), o tchokwe (6,9%) e o kikongo (6,8%). Quanto aos grupos etnolinguísticos, os ovimbundo continuam a ser o maior grupo do país, representando 29,1% da população, seguidos pelos kimbundu (27%) e bakongo (14,4%).

Pela primeira vez, o censo incluiu informação sobre a população com albinismo, contabilizando 1,6 milhões de pessoas, das quais 342.423 têm entre 15 e 64 anos.

O INE salientou que não é possível efectuar comparação com indicadores como esperança média de vida ou taxa de fecundidade, uma vez que estes dados, presentes no censo de 2014, não constam nos resultados divulgados do Censo 2024.

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