Moçambique: Presidente moçambicano admite que é preciso progredir nos direitos humanos

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O Presidente de Moçambicano esteve esta semana em Nova Iorque, Estados Unidos da América, para participar nas actividades enquadradas na presidência rotativa mensal do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que Moçambique deteve ao longo do mês de Março. No seu regresso a Maputo, Filipe Nyusi disse haver “reparos que devem ser feitos na observância dos direitos humanos, que vão muito para além da violência policial contra cidadãos.”
“Há reparos que devem ser feitos na observância dos direitos humanos, que vão muito para além da violência policial contra cidadãos”, defendeu o chefe de Estado moçambicano. Declarações proferidas duas semanas depois de organizações de defesa dos direitos humanos terem criticado a violência policial contra manifestantes, que pretendiam homenagear o falecido rapper Azagaia.
Filipe Nyusi assumiu esta posição no regresso de Nova Iorque, onde Moçambique presidiu, durante o mês de Março, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, enquanto membro não permanente deste órgão.
“Não ter escola é negar os direitos humanos, não ter água, não ter hospital é também não fazer a justiça social. Então, temos que fazer tudo para que estas coisas todas se reencontrem”, assumiu o chefe de Estado.
Filipe Nyusi lembrou serem necessário pequenos acertos na democracia. “O resto daquilo que vimos depende de nós mesmo, incluindo pequenos acertos na democracia, na expressão, nos direitos humanos, na obediência. Tudo depende de nós. Os outros fazem a parte deles e nós, moçambicanos, temos que nos reencontrar para podermos carregar este país para a frente”, acrescentou.
“Nós queremos esse país mais evoluído, mais crescido, onde as crianças têm escolas, têm assistência médica. Um país onde os jovens têm habitação, têm formação, emprego e isso faz-se com alguma harmonia e com trabalho colectivo”, concluiu.
O mês de presidência de Moçambique do Conselho de Segurança terminou na sexta-feira, 31 de Março, passando o lugar à Rússia, que assume desde sábado o cargo de presidência rotativa deste órgão.
Fonte: RFI
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