O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, sob presidência de Adalberto Costa Júnior, reuniu-se nos dias 29 e 30 de agosto, em Luanda, para analisar a situação política, económica e social do país, bem como a vida interna do partido, com destaque para a preparação do XIV Congresso Ordinário.
Num comunicado tornado público, a UNITA expressa “profunda preocupação” com a degradação das condições de vida da população angolana, apontando como causas a gestão “centralizadora e pouco transparente” do Executivo. O maior partido da oposição acusa o regime de João Lourenço de agravar os níveis de pobreza, desemprego e exclusão social, ao mesmo tempo que bloqueia a produção nacional.
A formação política reafirma a urgência de reformas estruturais, defendendo a institucionalização efectiva das autarquias locais e a democratização das instituições. O documento critica a criminalização das manifestações e condena o uso excessivo da força por parte das autoridades contra cidadãos insatisfeitos.
“Deploramos a degradação das instituições formais do Estado, causada pela obsessão de um homem que se quer perpetuar no poder a todo custo”, refere o comunicado, sem citar diretamente o Presidente da República.
Sobre a vida interna, o Comité Permanente aprovou o relatório e contas do partido e encorajou os militantes a intensificarem ações de proximidade junto das comunidades. A UNITA reafirma a sua coesão interna e confirma avanços significativos na organização do XIV Congresso Ordinário, cuja comissão organizadora já foi aprovada.
A reunião terminou com um apelo à união nacional para “construir uma Angola mais justa, democrática e próspera”.
