Presidente da UNITA defende respeito ao direito à manifestação e condena uso de força letal

O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, apelou esta quinta-feira ao respeito pelo direito à manifestação, consagrado na Constituição da República, defendendo que tanto os manifestantes quanto as forças da ordem devem agir dentro dos limites legais e com responsabilidade.

Em nota tornada pública, o líder da UNITA lamentou a ocorrência de mortes no contexto das recentes manifestações no país e sublinhou que a vida humana é inviolável, considerando “inadmissível” o uso de munição real contra manifestantes, sobretudo quando existem outros meios de controlo não-letal disponíveis às forças de segurança.

“A repressão violenta não é resposta num Estado que se pretende democrático”, declarou o dirigente político, reiterando que o direito à greve e à manifestação são legítimos e devem ser igualmente protegidos, tal como as manifestações a favor do partido no poder.

Adalberto Costa Júnior alertou ainda para a importância de uma organização cuidada por parte dos promotores de manifestações, no sentido de evitar que grupos externos e instrumentalizados comprometam o espírito pacífico dos protestos. Referiu-se, neste contexto, a episódios como a invasão de estabelecimentos comerciais, que considera não representar a natureza cívica da maioria dos manifestantes.

O presidente da UNITA apontou a falta de diálogo e de concertação como um dos principais desafios políticos actuais, advertindo que um governo que recorre à repressão e ignora os apelos populares pode perder a autoridade moral junto dos cidadãos.

“Estou alinhado com os milhões de angolanos que desejam uma Angola mais justa, inclusiva, próspera e democrática. Estarei sempre do lado do povo”, escreveu, reafirmando o seu compromisso com a denúncia de abusos, a defesa dos direitos fundamentais e a construção de soluções para o país.

Adalberto Costa Júnior terminou com um apelo à responsabilidade de todos os actores políticos e sociais, destacando que a paz e a democracia se constroem com justiça, diálogo e respeito mútuo, e não com repressão ou silenciamento.

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