O Secretariado Geral do partido PRA-JA Servir Angola emitiu uma nota pública de repúdio contra o que classifica como actos de intolerância política por parte da Administração Municipal do Cazengo, província do Cuanza Norte. Em causa está a alegada tentativa das autoridades locais de impedir a pintura e funcionamento da sede local do partido.
Segundo a nota, o imóvel destinado à sede foi adquirido legalmente por meio de contrato de compra e venda, e não se encontra em regime de arrendamento. Ainda assim, a administração municipal terá, de acordo com o partido, tentado forçar a reversão do negócio, pressionando o antigo proprietário a rescindir o contrato.
De forma mais grave, o PRA-JA denuncia uma alegada tentativa de corrupção: autoridades locais teriam oferecido 200 milhões de kwanzas ao senhorio para reverter a venda do imóvel, numa acção que o partido considera um “atentado à legalidade” e um “comportamento contrário à ética e transparência na gestão pública”.
“Repudiamos toda e qualquer forma de intimidação, perseguição política ou tentativa de silenciamento de projectos políticos legalmente constituídos”, afirma o comunicado, que reforça o compromisso do PRA-JA com a legalidade democrática, os direitos fundamentais e o respeito pelo pluralismo político.
O partido exige uma investigação urgente, imparcial e transparente por parte das autoridades competentes para apurar responsabilidades e garantir que tais práticas não se repitam.
A nota termina com uma reafirmação do objectivo do partido de se institucionalizar, fortalecer e apresentar-se como alternativa governativa nas eleições de 2027.
