Moçambique: Venâncio Mondlane sofre atentado em Quissico, província de Inhambane – Angola

Na tarde de ontem(18.08), um incidente grave envolvendo um polícia à paisana, identificado como Hélder Cossa, guarda estagiário do Comando Distrital de Zavala, causou alvoroço durante a marcha do candidato presidencial Venâncio Mondlane, na vila autárquica de Quissico, província de Inhambane. O polícia tentou romper a barreira de segurança de Mondlane, levando consigo uma arma carregada com 15 munições, conforme apurou a Hold On Angola através das redes sociais da CAD..

Segundo o comunicado da Delegação da CAD (Coligação Aliança Democrática), o guarda estagiário posicionou-se de forma suspeita atrás da linha de segurança de Venâncio Mondlane, empurrando e chutando insistentemente um dos delegados provinciais que protegia o candidato. Após várias tentativas frustradas de comunicação, Hélder Cossa terá respondido de forma ameaçadora: “Não me faças perguntas. Não procures saber de nada.” Perante o comportamento agressivo e ameaçador, a segurança privada de Mondlane foi alertada.

O momento crítico ocorreu quando Cossa tentou romper a linha de segurança para se aproximar bruscamente do candidato presidencial. Rapidamente, os seguranças de Mondlane imobilizaram o guarda estagiário, desarmando-o e confiscando a arma carregada. No entanto, Cossa gritou de maneira suspeita: “Fui mandado para ser segurança do candidato!”, gerando ainda mais apreensão entre os presentes.

Uma hora após o incidente, um contingente policial, liderado por um superior hierárquico, chegou ao local solicitando a devolução da arma confiscada. Mondlane e a sua equipa recusaram-se a entregar a arma no local, preferindo fazê-lo nas instalações do Comando Distrital de Zavala. Ao chegarem ao comando, foram recebidos pelo Comandante Distrital, Ednaldo Ernesto Macule, que pediu desculpas pelo comportamento do jovem polícia, justificando-o como uma “emoção descontrolada”. No entanto, Mondlane insistiu que a questão era de natureza legal e exigiu a abertura imediata de um inquérito.

O procurador de Zavala, Tomás Jesus, sob instrução directa do Procurador Provincial, chegou ao comando para conduzir as investigações e formalizar o processo. Contudo, antes de as declarações serem feitas na procuradoria, Hélder Cossa fugiu, alegadamente com a cumplicidade do Comandante Distrital e do Chefe das Operações, complicando ainda mais o caso.

O advogado Elvino Dias manifestou-se nas redes sociais, expressando a sua indignação e reforçando a gravidade da situação. Dias questionou até quando os moçambicanos continuariam oprimidos no próprio país e destacou que a luta de Mondlane agora pertence a todo o povo que anseia por mudanças profundas em Moçambique.

Apesar das tentativas de intimidação, Mondlane e a sua equipa reafirmaram que seguirão firmes na defesa dos interesses do povo moçambicano: “Este país é nosso e não temos medo desses assassinos. A soberania reside no povo.”

O caso continua sob investigação, com a expectativa de que as autoridades conduzam o inquérito de forma justa e transparente, dada a gravidade dos acontecimentos.

Moçambique: Venâncio Mondlane sofre atentado em Quissico, província de Inhambane

Moçambique: Venâncio Mondlane sofre atentado em Quissico, província de Inhambane

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