Jovens não devem silenciar-se diante da repressão, alerta Jonas Mulato

Após a intervenção do advogado Sérgio Raimundo, que ontem manifestou receios de que o regime esteja a tentar provocar o povo para depois reagir com brutalidade, o Secretário Nacional das Relações Internacionais da JURA, Jonas Mulato lançou uma reflexão crítica sobre a necessidade de acção consciente da juventude angolana.

“Mesmo que seja uma estratégia do regime, isso seria motivo suficiente para nos calarmos?”, questiona Mulato, alertando para o risco de que o silêncio da sociedade civil, especialmente da juventude, se torne cúmplice da repressão.

Para o Político, a História ensina que é precisamente quando o cerco se aperta que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser omissão. “Nós, jovens, não podemos ficar à espera de um momento ‘seguro’ para exigir dignidade, justiça e respeito à Constituição”, defende.

O Secretário Nacional das Relações Internacionais da JURA sublinha que, mesmo diante de provocações deliberadas, a resposta não deve ser a violência — mas também não pode ser a inércia. “A nossa força está na coerência, na mobilização consciente e na firmeza pacífica”, afirma, apelando à inteligência política para que não se caia em armadilhas, mas também para que não se abdique do direito de falar, agir e sonhar com um país melhor.

Licença: Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0)
Os conteúdos editoriais abrangidos por esta política podem ser republicados gratuitamente, desde que sejam respeitadas as condições de atribuição.

Artigos Relacionados

A carregar artigos relacionados...