O funeral de Riquinho, nome pelo qual era conhecido o empresário Henrique Miguel, reuniu, nesta terça-feira, 3 de Novembro, familiares, amigos, artistas e diversas personalidades da sociedade angolana no Cemitério de Sant’Ana, em Luanda.
A cerimónia fúnebre ficou marcada por homenagens e testemunhos sobre o contributo do empresário para o desenvolvimento da cultura, do entretenimento e do desporto nacional.
Durante a despedida, familiares destacaram o legado deixado pelo promotor, considerando que a sua trajectória marcou diferentes gerações e contribuiu para a realização de grandes eventos musicais no país.
Funeral de Riquinho marcado por homenagens de figuras públicas
Segundo o Novo Jornal, o antigo ministro da Cultura, Jomo Fortunato, lamentou a morte do empresário, considerando que Angola perdeu uma figura importante para o sector cultural.
O antigo governante defendeu que o nome do promotor não deve ser esquecido, tendo em conta o seu contributo para a realização de grandes espectáculos.
Diversas personalidades presentes na cerimónia recordaram igualmente o papel desempenhado pelo empresário na promoção de iniciativas culturais, sociais e desportivas.
Selton Miguel promete preservar memória do pai
O basquetebolista Selton Miguel, filho do empresário, manifestou consternação pela morte do progenitor e destacou o compromisso da família em preservar a sua memória.
A despedida ficou marcada por manifestações de pesar de amigos, artistas e outras figuras públicas, que recordaram momentos ligados ao percurso profissional do promotor.
Empresário trouxe grandes artistas internacionais a Angola
Ao longo da sua carreira, Henrique Miguel destacou-se pela organização de espectáculos com artistas nacionais e internacionais, contribuindo para dinamizar o sector do entretenimento.
Entre os músicos norte-americanos que promoveu no país destacam-se 50 Cent, Fat Joe, Akon, Busta Rhymes e Rick Ross.
O empresário esteve igualmente associado à realização de concertos com artistas brasileiros, incluindo Roberto Carlos, Alexandre Pires e o grupo Raça Negra.
Além da actividade cultural, desenvolveu iniciativas ligadas ao desporto, particularmente na mobilização de adeptos para apoiar as selecções nacionais.
Empresário faleceu aos 62 anos
Henrique Miguel morreu no dia 30 de Outubro de 2026, aos 62 anos, no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, em Luanda, onde recebia assistência médica.
A sua morte motivou manifestações de pesar de diferentes sectores da sociedade angolana, que destacaram o percurso do promotor e a sua contribuição para a realização de eventos culturais e desportivos.
O funeral de Riquinho constituiu um momento de homenagem à sua memória e ao legado deixado no panorama cultural angolano.
