“Liberte-se, Sr. Presidente” é o mais recente livro de Luzia Moniz. A obra, que é uma saudação ao centenário de Amílcar Cabral e aos 50 anos da revolução de 25 de Abril, reúne 50 textos centrados na questão da liberdade.
No prefácio, Graça Machel identifica Liberte-se Sr. Presidente como “um apelo urgente e necessário dirigido aos líderes africanos, naturalmente, mas também, aos europeus, ocidentais ou ocidentalizados” para que se libertem e liderem as suas nações “rumo a uma liberdade genuína e sustentável para todos.”
Em “Liberte-se, Sr. Presidente”, um título que vem de um texto que a autora dirigiu ao Presidente de Angola, João Lourenço, onde manifestava “tristeza pelo rumo que o país está a seguir.”, é de forma clara e acutilante que a socióloga, jornalista e activista angolana Luzia Moniz observa e critica a classe dirigente do país natal e o que identifica como “regime autocrático” de Luanda. Mas ao longo da obra facilmente se percebe que a luta que a autora trava em nome da liberdade, em nome dos mais desfavorecidos, não conhece qualquer tipo de fronteiras.
O livro lançado em Portugal pela Nimba Edições, com capa assinada pela artista Dília Fraguito Samarth, divide-se em sete capítulos: África, Pan-africanismo e diáspora; Racismo e paternalismo; Género e Liberdade, Cultura e Educação; Endo-colonialismo e intolerância política; Liberdade de imprensa; Resistência à mudança. In RFI
