Embaixador da Noruega defende mais investimento em pesquisa independente em Angola

Durante o encerramento de um programa de investigação bilateral, o embaixador da Noruega em Angola, Bjornar Dahl Hotvedt, apelou ao Estado angolano para apostar na pesquisa independente como ferramenta essencial para a tomada de decisões baseadas em evidência e para o fortalecimento da soberania intelectual.

O embaixador da Noruega em Angola, Bjornar Dahl Hotvedt, defendeu esta terça-feira, 17 de junho, a importância de Angola investir fortemente na pesquisa independente, apontando-a como um pilar fundamental para o desenvolvimento justo e sustentável do país.

O apelo foi feito durante a conferência de encerramento do Programa de Investigação Norueguês-Angolano sobre governação e política interna, uma parceria entre instituições académicas de ambos os países, com financiamento da Embaixada da Noruega em Luanda. A iniciativa teve início em 2020 e abordou questões estruturais da realidade política, económica e social angolana.

“Para um país como Angola – com uma história rica, uma população jovem e um potencial imenso –, investir na pesquisa independente é investir no futuro. É garantir que as decisões sejam guiadas por evidência”, afirmou Hotvedt, alertando ainda para os perigos da desinformação e a importância de formar pensadores críticos capazes de questionar e propor soluções adequadas ao contexto nacional.

A sessão foi igualmente marcada pelo lançamento da obra “Angola pós-dos Santos”, uma coletânea de artigos científicos assinados por investigadores angolanos, noruegueses e outros especialistas internacionais que estudam o país. A publicação sintetiza os principais frutos do programa de investigação, com olhares diversos e análise profunda sobre os desafios contemporâneos de Angola.

O diplomata norueguês destacou ainda que a cooperação entre os dois países estende-se a áreas como direitos humanos, desminagem, igualdade de género, ambiente, energia e intercâmbio académico, envolvendo três universidades angolanas.

O programa decorre num período de transformações no país, após o fim do consulado de José Eduardo dos Santos (1979–2017) e sob a liderança de João Lourenço, atualmente a cumprir o seu segundo e último mandato presidencial, previsto para terminar em 2027.

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