Exportações de petróleo em Angola rendem 8,33 mil milhões de dólares

As exportações de petróleo em Angola geraram receitas brutas de 8,33 mil milhões de dólares norte-americanos no terceiro trimestre de 2026, correspondentes à comercialização de 88,74 milhões de barris de crude.

Os números foram apresentados a 29 de Outubro, em Luanda, pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante o balanço das exportações de petróleo bruto e gás natural referente aos meses de Julho, Agosto e Setembro.

De acordo com o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET), o preço médio ponderado do petróleo angolano situou-se em 93,825 dólares por barril.

Em comparação com o segundo trimestre de 2026, o valor das exportações registou uma redução de 6,71%, mas apresentou um crescimento de 31,82% face ao período homólogo de 2025.

Apesar do aumento das receitas em termos homólogos, o volume de petróleo exportado diminuiu 2,87%, evidenciando o impacto da valorização do crude nos mercados internacionais.

Exportações de petróleo em Angola continuam lideradas pela China

A China manteve-se como o principal destino do petróleo angolano, absorvendo 39,86% do volume total exportado durante o terceiro trimestre.

A Índia ocupou a segunda posição, com 18,45%, seguida da Itália, com 5,63%, e de Espanha, com 5,03%.

Os dados confirmam a importância dos mercados asiáticos nas exportações petrolíferas do país, particularmente da China e da Índia, que, em conjunto, representaram mais de metade do volume comercializado.

Exportações de gás natural registam quebra

No sector do gás natural, Angola exportou cerca de 788,96 mil toneladas métricas, das quais 94,44% corresponderam a gás natural liquefeito (GNL).

As exportações geraram receitas brutas de aproximadamente 867,13 milhões de dólares, uma redução de 30,12% relativamente ao segundo trimestre de 2026.

Segundo José Barroso, a diminuição esteve associada à paragem programada para manutenção da fábrica Angola LNG, localizada no Soyo, província do Zaire.

A Índia destacou-se como principal destino do gás natural liquefeito angolano, com 83,14%, seguida da Coreia do Sul, com 8,64%, e da Indonésia, com 8,21%.

O desempenho das exportações de petróleo em Angola continua condicionado pela evolução dos preços internacionais, pelo comportamento da procura e pelas condições de produção e comercialização do crude.

O secretário de Estado destacou a necessidade de reforçar a monitorização do sector e a cooperação entre as instituições públicas e os operadores, com vista a melhorar a competitividade dos hidrocarbonetos angolanos.

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