UNITA alerta Amnistia Internacional sobre detenção de activistas e violação dos direitos humanos em Angola

O dirigente da UNITA, Ndinga de Deus, marcou presença neste sábado na Universidade de Verão Amnistia Internacional, na Bélgica, para denunciar os massacres ocorridos em Luanda nos dias 28 e 29 de julho, que teriam resultado em mais de 200 mortos, dezenas de feridos, desaparecidos e detenções arbitrárias.

Durante a sua intervenção, Ndinga mencionou a detenção de Osvaldo Kaholo, de membros da Associação dos Taxistas e outros ativistas, apontando que estas ações representam uma escalada repressiva organizada pelo MPLA, através da Polícia Nacional, para sufocar a liberdade de expressão e o direito de manifestação em Angola.

O dirigente sublinhou que estes acontecimentos não são episódios isolados, mas parte de um padrão histórico de violência política e institucional do regime. Evocou massacres como os de Canfunfu, Monte Sumi e o 27 de Maio, recordando que milhares de angolanos foram mortos, desaparecidos ou perseguidos, e frisou que a lógica repressiva mantém-se inalterada, apenas mudando de rosto e contexto.

No seu discurso, Ndinga apelou à comunidade internacional para que não se limite a declarações protocolares, mas denuncie e condene veementemente as violações sistemáticas da Constituição e dos direitos humanos perpetradas pelo regime angolano.

O dirigente reforçou que a soberania e legitimidade de um Estado não podem assentar no medo, na opressão e no assassinato de inocentes, mas sim na proteção da vida, da dignidade e da liberdade dos cidadãos, lembrando que Angola necessita de um compromisso real com os direitos humanos e a justiça.

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