A UNITA, por intermédio do deputado Armando Kapepa, apresentou uma denúncia sobre a situação socioeconômica do Cuanza-Sul, destacando a ineficácia das políticas públicas implementadas pelo governo provincial. A conferência de imprensa, realizada em Sumbe no dia 31 de março de 2025, abordou diversos problemas estruturais e sociais enfrentados pelos habitantes da província.
Kapepa destacou que, anualmente, obras previstas no Orçamento Geral do Estado não são concluídas, resultando em centenas de projetos inacabados. Entre os exemplos mencionados, estão a falta de infraestruturas essenciais, como estradas, escolas, hospitais, energia e água potável, com destaque para o “Projeto Água para Todos”, que, apesar de ter orçamento aprovado, não foi executado.
Um dos principais pontos discutidos foi a precariedade das condições de vida da população. O deputado questionou a perceção dos administradores municipais sobre as dificuldades enfrentadas pela população, como a escassez de médicos, professores e medicamentos nos hospitais. Além disso, Kapepa expressou preocupação com a juventude da província, que, embora tenha se destacado em concursos públicos, continua sem emprego no setor público.
A gestão pública também foi criticada, especialmente no que diz respeito à divisão política e administrativa do país. Kapepa apontou que a criação de 12 novos municípios não resultou em melhorias, mas agravou os problemas existentes. Como possíveis soluções, sugeriu a alternância política, a implementação de autarquias locais e a despartidarização das instalações públicas.
A situação dos trabalhadores do setor público também foi destacada, com muitos não recebendo salários por até 19 meses e pendências relacionadas a retroativos e subsídios de isolamento. Outros problemas mencionados incluem a falta de regularização dos preços da cesta básica e os conflitos de terras entre camponeses e proprietários com maior poder aquisitivo.
Kapepa concluiu com um apelo ao governo para que adote uma abordagem inclusiva e participativa, capaz de ouvir e atender as necessidades da população, sem discriminação partidária.
