Ambientalista Rafael Lucas alerta para mudanças climáticas aceleradas em Luanda

Em Luanda, cresce a preocupação com as mudanças nos padrões climáticos, refletida na percepção dos habitantes sobre o início das estações chuvosa e seca. O ambientalista Rafael Lucas, em entrevista à Rádio Despertar, destaca a crescente imprevisibilidade das estações climáticas na capital angolana.

Tradicionalmente, Angola apresenta um clima dividido entre duas estações principais: a seca, que vai de maio a setembro, e a chuvosa, que se estende de outubro a abril. No entanto, Rafael Lucas aponta que, nos últimos anos, essas estações têm demonstrado uma tendência a se desviar do seu padrão histórico.

“Estamos a observar uma alteração significativa nos padrões climáticos. Historicamente, a estação chuvosa deveria começar em setembro, mas há uma discrepância crescente”, explica Lucas. Ele ressalta que a estação seca, conhecida como cacimbo, geralmente começa em maio ou junho e termina por volta de setembro, trazendo ventos frios e secos que influenciam a sensação térmica na Província de Luanda.

Por outro lado, a estação das chuvas costumava iniciar em outubro e durar até abril, trazendo intensas precipitações, especialmente nas regiões tropicais. Contudo, o ambientalista alerta para a influência das mudanças climáticas globais sobre esses padrões. Lucas atribui essas alterações a vários fatores, como emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis, poluição industrial e desmatamento.

“A concentração de dióxido de carbono na atmosfera está a afetar diretamente os padrões climáticos”, ressalta. Ele também menciona que a degradação ambiental e a perda de florestas têm um impacto significativo no equilíbrio do ecossistema, alterando tanto a temperatura quanto os padrões de precipitação.

Para enfrentar as variações climáticas, Rafael Lucas recomenda uma atenção constante às mudanças do clima. “Em dias frios, é importante se agasalhar bem, enquanto em dias quentes, é recomendável vestir roupas mais leves para manter o conforto”, sugere. O ambientalista enfatiza a importância de monitorar a dinâmica climática para evitar desconfortos extremos, seja pelo frio ou pelo calor.

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