Os camiões que transportam mercadorias provenientes de Angola com destino à República Democrática do Congo (RDC) estão proibidos de atravessar as fronteiras de Noqui e Luvo, na província do Zaire, na sequência de uma medida unilateral adotada pelo governo congolês, informou hoje, em Kinshasa, o primeiro-secretário da Embaixada angolana, Elísio Ndonga.
Segundo o diplomata, que falava à Rádio Nacional de Angola (RNA), a decisão não se aplica aos camiões que transitam pelo território da RDC com destino à província angolana de Cabinda, os quais continuam a circular sem restrições.
“Estamos a trabalhar com as autoridades da RDC para ultrapassar esta situação e garantir a normalidade na circulação de mercadorias”, referiu Elísio Ndonga, à margem do segundo encontro regional das missões diplomáticas e consulares angolanas na África Austral, Central e Oriental, que decorre na Namíbia.
O responsável destacou que a medida tem causado constrangimentos no escoamento de produtos nacionais para o mercado congolês, acrescentando que Angola aplicou o princípio da reciprocidade relativamente às taxas cobradas aos camionistas congoleses.
“Negociámos várias vezes para a revisão das tarifas aplicadas aos transportadores angolanos, mas como não houve resposta positiva, Angola passou a aplicar as mesmas taxas aos camiões provenientes da RDC”, explicou.
Em relação ao combate ao contrabando de combustível ao longo da fronteira comum, Elísio Ndonga informou que a situação tem vindo a registar melhorias, fruto das medidas implementadas pelas autoridades angolanas após orientações do Titular do Poder Executivo.
A proibição ocorre num contexto em que os dois países mantêm cooperação económica e comercial em diversos domínios, sendo a circulação de mercadorias fundamental para o abastecimento dos mercados fronteiriços.
