A Internacional Democrata Centrista (IDC-CDI) manifestou preocupação com a crescente crise política e de segurança que se instalou em Moçambique na sequência das eleições realizadas a 9 de Outubro de 2024. O partido no poder, FRELIMO, enfrenta acusações de manipulação eleitoral, enquanto os assassinatos de figuras da oposição e a repressão policial agravam ainda mais o clima de instabilidade.
O descontentamento popular aumentou após os assassinatos de Elvino Días e Paulo Nguambe, membros do partido de oposição PODEMOS, mortos por desconhecidos. Estes acontecimentos evidenciam fragilidades na democracia e no respeito pelo Estado de Direito no país.
Em resposta, a IDC-CDI apresentou uma resolução que condena as irregularidades eleitorais, a violência contra manifestantes e os chamados “golpes institucionais” que perpetuam regimes autoritários. A organização apelou à União Africana e ao Parlamento Pan-Africano para que assumam um papel activo na busca de soluções pacíficas e na promoção de uma governação democrática em Moçambique e em África.
A IDC-CDI também apelou ao diálogo pacífico entre partidos e movimentos civis, defendendo maior transparência das instituições moçambicanas na apresentação dos resultados eleitorais. A resolução sublinha a necessidade de restaurar a estabilidade e os direitos fundamentais da população.
