O dirigente da UNITA em França, através do seu representante Ndinga de Deus, manifestou profunda indignação pelo silêncio das autoridades angolanas face à morte do deputado Diamantino Mussokola, ocorrida no dia 14 de Junho, em Luanda, alegadamente em consequência de envenenamento durante uma missão diplomática no Zimbabwe.
Segundo a nota, o parlamentar participou da missão entre os dias 1 e 7 de Junho, integrando a delegação oficial liderada pela presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira. O deputado da UNITA era o único representante da oposição numa comitiva dominada por membros do MPLA.
Para Ndinga de Deus, trata-se de “um acto bárbaro e inaceitável”, que se enquadra num padrão de perseguições políticas e atentados contra figuras ligadas à UNITA, “ao longo das últimas décadas”.
A UNITA em França exige a abertura de uma investigação independente e internacional, com peritos forenses imparciais, para apurar os factos e identificar os responsáveis. O partido solicita ainda a responsabilização criminal dos autores materiais e morais, e a adopção de medidas de protecção para os deputados e militantes da oposição.
“A cada vida ceifada, renovamos o nosso compromisso com a verdade e a liberdade. Não nos calaremos diante do medo. Continuaremos a lutar por uma Angola onde o direito à vida seja sagrado”, declarou Ndinga de Deus.
A nota termina com um apelo à sociedade angolana para transformar a memória de Diamantino Mussokola num símbolo de resistência e luta pela justiça.
