O Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA manifestou grande preocupação com as recentes declarações do Presidente do MPLA, feitas durante a abertura de uma reunião com os Primeiros Secretários dos Comités de Acção do partido. A UNITA fez uma série de críticas públicas ao discurso do Presidente, que também ocupa o cargo de Presidente da República de Angola.
O partido no poder, o MPLA, enfrenta uma crise de liderança significativa, segundo a UNITA. Este problema, afirmam, compromete a capacidade do partido de cumprir seu programa de governo, exacerbado por corrupção, uma mentalidade monolítica e uma cultura de exclusão. A UNITA acusa o MPLA de criar um ambiente onde os cidadãos que têm opiniões divergentes são marginalizados.
Durante seu discurso, o Presidente do MPLA teria demonstrado falta de aptidão para representar todos os angolanos, de acordo com a UNITA. O discurso foi descrito como um ataque à unidade nacional e aos princípios do Estado Democrático e de Direito, promovendo ódio e intolerância.
A UNITA também critica o Presidente por ter proferido acusações contra a oposição, especialmente em relação à votação de uma proposta de lei. Segundo a UNITA, o Presidente recorreu à calúnia e à difamação, e desafia o Presidente a provar que as acusações contra a oposição são verdadeiras.
O Secretariado da UNITA observa que o discurso do Presidente reflete uma nostalgia pelo sistema de partido único, que segundo eles, causou grandes problemas para Angola desde 1975. A UNITA responsabiliza o MPLA por ter imposto uma guerra de hegemonismo partidário que prejudicou o desenvolvimento do país.
O Secretariado Executivo da UNITA faz um apelo aos patriotas angolanos para que rejeitem e condenem o discurso do Presidente do MPLA, que, segundo eles, ameaça a paz, a democracia e a reconciliação nacional. Eles enfatizam que o Presidente deveria ser o garante da paz e da unidade, em vez de alimentar discórdia.
Além disso, a UNITA pede ao MPLA e ao seu presidente que abandonem a retórica de ódio e intolerância. A UNITA também convoca os cidadãos a não se deixarem intimidar e a continuar lutando por um país onde todos tenham igualdade de direitos e oportunidades. Por fim, a UNITA encoraja seus deputados a defenderem os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, conforme estabelecido na Constituição de Angola.
