O anúncio da UNITA sobre protestos pela transparência eleitoral acendeu um rastilho de esperança em Angola, enquanto o MPLA, através da sua máquina repressiva, respondeu com ameaças de “prontidão combativa”. Mas a UNITA não pode recuar. Se o MPLA insiste em usar o terror como instrumento de poder, a oposição e a sociedade civil devem responder com resistência cívica, estratégia e união.
A ordem dos Advogados, a CEAST e o Movimento Mudei já entenderam: a luta pela transparência eleitoral não é apenas política, mas uma batalha pela própria democracia. Se a UNITA liderar este processo com coragem, reconquistará a confiança que angariou em 2022 e pavimentará o caminho para a alternância em 2027.
O MPLA, hoje, é um gigante frágil: sem candidato claro, dividido por facções e à beira da implosão. Seu único argumento é a força bruta, mas a história mostra que regimes que oprimem seu próprio povo acabam por ruir sob o peso de suas próprias contradições. A polícia nas ruas não sustenta ditaduras eternas; só acelera seu fim.
Adalberto Costa Júnior tem a missão de ser mais do que um líder partidário – precisa ser o catalisador da mudança. Isaías Samakuva, em seu tempo, mostrou que protestos de rua são uma ferramenta poderosa. Agora, é hora de Adalberto ser ainda mais ousado, expondo sem medo a decadência do MPLA e mobilizando as ruas com inteligência.
O momento é crucial. Se a oposição, a sociedade civil e os cidadãos comuns se unirem, o sonho de uma Angola livre e justa deixará de ser utopia. O MPLA está no limite. Resta saber se o povo angolano, cansado de 50 anos de opressão, fará deste o momento da virada.
A força sem razão desmorona. E o MPLA já está em queda.
— Pela alternância, pela democracia, pelo futuro.
Por Hitler Samussuku
