Um grupo de trabalhadores da Sonangol manifestou, recentemente, preocupação em relação à nova política habitacional implementada pela cooperativa Cajueiro, entidade criada pela petrolífera estatal para apoiar os seus funcionários na aquisição de habitação própria.
Soube o Club-k, que a principal contestação recai sobre a exigência de liquidação de dívidas acumuladas como condição para beneficiar da bonificação de 100 mil dólares atribuída para a compra de casa. Em alguns casos, as dívidas ultrapassam os dez milhões de kwanzas, devido ao não pagamento das quotas mensais por parte de alguns associados.
A cooperativa justifica a medida com a necessidade de regularização financeira, tendo em conta atrasos ocorridos em projetos habitacionais anteriores. As quotas em atraso são calculadas ao câmbio atual do Banco Nacional de Angola, o que eleva consideravelmente os valores a pagar.
Alguns trabalhadores alegam que a medida é “injusta e incomportável”, referindo que muitos estão a recorrer a créditos bancários e à venda de bens para regularizar as dívidas. Por outro lado, questionam a razão pela qual o valor da bonificação não é entregue diretamente aos funcionários, permitindo a compra de imóveis no mercado.
A cooperativa Cajueiro foi criada com o objetivo de facilitar o acesso à habitação para os trabalhadores da Sonangol, mas a nova política tem gerado descontentamento entre os associados, que afirmam ter perdido a esperança de concretizar o sonho da casa própria.
