Com sinais claros de manipulação e irregularidades, o processo eleitoral angolano caminha para 2027 sob forte desconfiança. Mais do que aguardar para depois reclamar uma possível burla eleitoral, é imperioso que a sociedade civil se mobilize agora para travar qualquer tentativa de golpe contra a democracia.
A construção de um cenário desfavorável à transparência é visível:
- Não realização das autarquias;
- Distribuição desigual dos comissários na CNE;
- Recondução de Manico como presidente da CNE;
- Aprovação de um pacote eleitoral controverso;
- Propostas de mesas móveis e exclusão das actas-síntese.
Tudo isto configura um quadro preocupante, onde a legalidade das urnas poderá ser apenas simbólica, caso não haja resposta popular.
Como afirmou recentemente o deputado Nelito Ekuikui, “temos que mudar as regras do jogo”. Se os que gerem o processo recusam respeitar a vontade popular, resta ao soberano povo defender nas ruas aquilo que os gabinetes querem silenciar: a legitimidade do voto.
Queremos eleições. Mas queremos eleições justas, livres e transparentes — não uma encenação.
Por Ndinga de Deus
