Diversos profissionais da Rádio Huambo têm manifestado, nos últimos dias, preocupações relacionadas com o ambiente laboral, procedimentos internos e alegadas dificuldades enfrentadas no exercício diário das suas funções, segundo relatos apurados pela redacção.
Entre os trabalhadores que mencionaram inquietações encontram-se jornalistas dos sectores de produção e informação, que alegam situações que consideram merecer apreciação superior. As preocupações incluem questões associadas à gestão de horários, estabilidade funcional e necessidade de maior diálogo institucional.
De acordo com informações partilhadas por colaboradores, a jornalista Felismina das Dores, actualmente em formação académica na província do Bié, teria manifestado reservas em relação a práticas internas, o que, segundo relatos, poderá levar à sua substituição na área editorial. Fontes internas referem que a direcção terá solicitado à capital orientações sobre o seu enquadramento, mas tal informação não foi confirmada oficialmente pela emissora.
Outro caso reportado envolve o jornalista Atanagildo Paulo, que, segundo colegas, estaria a cumprir tarefas durante um período em que se encontra sob licença médica, alegação que – se confirmada – poderá exigir apreciação por parte das instâncias competentes.
A profissional Noémia Martins, anteriormente ligada ao programa O Domingo É Nosso, também terá relatado dificuldades na sua reintegração plena na grelha de conteúdos, apontando preocupações quanto à sua segurança e estabilidade no posto de trabalho.
Por sua vez, a radialista Yariela Gomes, que solicitou ajustamento do horário laboral devido à frequência escolar, viu a sua situação académica alterada após o cancelamento da bolsa que detinha. Os motivos formais da decisão não foram divulgados, mas colegas consideram necessária uma clarificação institucional, atendendo ao impacto da medida.
Além dos aspectos administrativos, alguns colaboradores afirmam existirem relatos antigos relativos à conduta de elementos da gestão intermédia, que, segundo as mesmas fontes, deverão ser investigados pelas entidades competentes caso se confirmem.
Profissionais da emissora apelam à intervenção do Conselho de Administração da empresa pública de comunicação social, no sentido de avaliar as situações relatadas, reforçar os mecanismos de diálogo interno e garantir estabilidade organizacional.
A redacção tentou contactar a Direcção da Rádio Huambo, o Conselho de Administração da RNA e os responsáveis citados, mas sem sucesso.
