A selecção nacional do Senegal sagrou-se, este domingo, bicampeã da Copa Africana de Nações (CAN), ao vencer Marrocos por 1-0, após prolongamento, numa final marcada por grande tensão, decisões polémicas da arbitragem e momentos de forte contestação em campo.
O encontro, disputado com elevado nível competitivo, terminou empatado sem golos no tempo regulamentar. A principal polémica surgiu nos instantes finais da partida, quando o árbitro, após recurso ao VAR, assinalou uma grande penalidade a favor do Marrocos, por alegada falta de Malick Diouf sobre Brahim Díaz dentro da área.
A decisão gerou forte indignação na equipa senegalesa, levando inclusive o seleccionador Pape Thiaw a ordenar a saída dos jogadores do relvado em sinal de protesto. Momentos depois, o capitão Sadio Mané interveio e convenceu os colegas a regressarem ao campo, permitindo a continuação do jogo.
Na conversão do penálti, Brahim Díaz optou por uma marcação de “cavadinha”, mas o guarda-redes senegalês defendeu com facilidade, mantendo o empate. Pouco depois, o árbitro apitou para o final do tempo regulamentar.
A contestação do Senegal foi reforçada pelo facto de, minutos antes, a sua selecção ter visto um golo anulado por alegada falta de Seck sobre Hakimi, também dentro da grande área, decisão igualmente questionada pelos jogadores.
No prolongamento, o Senegal mostrou maior eficácia. Logo aos três minutos da primeira parte, Pape Gueye aproveitou uma oportunidade dentro da área e marcou o único golo da partida, garantindo o triunfo e o título para os “Leões da Teranga”.
Apesar das tentativas do Marrocos para restabelecer a igualdade, o Senegal conseguiu gerir a vantagem até ao apito final, confirmando o segundo título continental da sua história.
O Senegal já havia conquistado a CAN em 2022, ao derrotar o Egipto na final decidida nas grandes penalidades, após empate sem golos no tempo regulamentar e no prolongamento, em Yaoundé, nos Camarões.
