Riqueza em diamantes cresce, mas uma parte da população vive em extrema pobreza, diz o pastor

Angola tem vindo a posicionar-se como uma das principais nações produtoras de diamantes a nível mundial. O secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Correia Victor, afirmou recentemente que o país poderá alcançar o estatuto de maior produtor mundial de diamante. Durante o balanço dos resultados do subsector diamantífero em 2024, apresentado em Luanda, destacou-se um aumento significativo da produção como parte das metas de curto e médio prazo delineadas pela Empresa Nacional de Diamantes (Endiama).

De acordo com o Conselho de Administração da Endiama, Angola produziu 13,96 milhões de quilates de diamantes entre janeiro e dezembro de 2024, resultando em receitas de aproximadamente 1,4 mil milhões de dólares. O país conta atualmente com 66 cooperativas diamantíferas, das quais 42 estão em operação e 24 encontram-se em fase de prospeção. Para 2025, o objetivo é alcançar 14,8 milhões de quilates, reforçando a competitividade de Angola no mercado mundial.

No entanto, o crescimento deste sector suscita questões sobre o impacto dos recursos naturais no bem-estar da população. Especialistas têm apontado para o contraste entre os avanços económicos em áreas específicas e as condições de vida de grande parte dos angolanos.

Perspetivas sobre o Desenvolvimento Económico e Social

O pastor e analista político Ndinga de Deus, em declarações ao Hold On Angola, sublinhou as disparidades entre o potencial económico do país e a realidade vivida pela população. Segundo ele, apesar de Angola ser um dos maiores produtores de petróleo em África e possuir alguns dos diamantes mais valiosos do mundo, uma parte significativa da população vive em extrema pobreza, enfrenta dificuldades no acesso à educação e à saúde, além de condições de habitação inadequadas.

“É fundamental refletir sobre como transformar os recursos naturais em ferramentas de desenvolvimento social”, afirmou Ndinga de Deus. Ele também realçou a necessidade de um maior compromisso com a implementação de políticas que promovam a inclusão social e económica, bem como a diversificação da economia.

Caminhos para uma Governação Inclusiva

Para o analista, a transformação do sistema político e económico é essencial para assegurar uma distribuição equitativa da riqueza nacional. Entre as propostas debatidas estão a despartidarização das instituições públicas, a promoção da transparência e o fortalecimento de mecanismos de fiscalização popular.

Organizações políticas e sociais têm sido desafiadas a desempenhar um papel mais ativo na promoção de mudanças estruturais que beneficiem a população em geral. A construção de uma Angola mais inclusiva passa por unir esforços em torno de uma governação centrada no bem-estar dos cidadãos. Concluiu

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