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Depois de Ismael Mateus, conselheiro de João Lourenço, ter escrito sobre opositores ao regime nas redes sociais, Facebook, Raul Diniz respondeu: “O desejo de retirar o MPLA do poder não é um sonho alimentado pelas oposições”.
O conselheiro de João Lourenço, e funcionário da Endiama, em primeiro lugar, precisa compreender que o espírito de tolerância dos angolanos mudou de paradigma, em segundo lugar, poucos são os que consomem seus escritos e o levam a sério, outra mudança de paradigma.
Afirmar que os anónimos comentaristas das redes sociais querem dar golpe de estado a um poder armado até os dentes e fantasia perigosamente estereotipada, só vista no reino da carochinha.
O desejo de retirar o MPLA do poder político não é um sonho alimentado pelas oposições, aliás, sonhar e lutar para ser poder é constitucionalmente legítimo. A luta para afastar quem governa pessimamente mal não é trabalho para se realizar apenas em tempo eleitoral, oposição que não se aproveita do mau momento que a governação atravessa, não é oposição, é partido satélite de apoio ao regime. Sim, é importante que as oposições sérias têm que aproveitar as falhas, erros e contradições do governo e do partido que o apoia e retirar ilações combativas politicamente válidas.
Mas, como dá a entender o funcionário do regime Ismael Mateus, o povo, a maioria do sofrido povo tem que ficar quieto, e caso se manifeste é apontado como pretendente a derrubar o estado. Não conselheiro, o povo quer o MPLA longe dos cofres do estado, o cidadão não quer a raposa MPLA a tomar conta do galinheiro. Querer alternar o poder politico não significa derrubar o estado, significa mudar de governo, nenhum governo deve sentir-se dono do estado como faz o MPLA.
Respondendo a sua pergunta, e se o MPLA cair, quem seria colocado no seu lugar? A resposta é simples rápida e pujante, com toda certeza camarada Ismael, no lugar deixado vazio por esse governo ladrão, corrupto, bandido e maluco, não colocariam de novo o MPLA. O país, já produziu quadros capazes para governar tranquila e capazmente a nossa sofrida Angola, e torná-lo nuna pátria uma e indivisível. Todos queremos um país para todos, onde o lugar dos corruptos e gatunos de estimação seria a cadeia e não na cidade alta.