Presidente João Lourenço apela à revitalização da ONU e solidariedade internacional

O Presidente da República de Angola e actual presidente em exercício da União Africana, João Manuel Gonçalves Lourenço, defendeu, terça-feira, no debate geral da 79.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, a necessidade de revitalizar o sistema multilateral, reforçar a solidariedade internacional e dar resposta urgente às mudanças climáticas.

No seu pronunciamento, o estadista angolano destacou que a ONU deve manter-se como fórum de diálogo global, recuperar a autoridade moral e superar divisões entre grandes potências, de forma a enfrentar os desafios contemporâneos.

João Lourenço realçou a contribuição de Angola na mediação de conflitos no Sahel, Sudão e leste da República Democrática do Congo, recordando que, apesar das dificuldades, o país tem procurado criar espaços de negociação que continuam válidos para futuras iniciativas de paz.

O Chefe de Estado reiterou o apoio de Angola à reforma do Conselho de Segurança, em linha com a posição comum africana, que prevê dois assentos permanentes para o continente. Sublinhou igualmente a necessidade de tornar as instituições financeiras internacionais mais inclusivas e adaptadas às necessidades dos países em desenvolvimento.

Considerando a crise climática como a maior ameaça existencial da actualidade, João Lourenço apelou aos países historicamente mais responsáveis pelas emissões para assumirem compromissos concretos de financiamento e apoio tecnológico aos países em desenvolvimento. Reafirmou, igualmente, o compromisso de Angola com o Acordo de Paris, a Agenda 2030 da ONU e a Agenda 2063 da União Africana.

O Presidente de Angola concluiu afirmando que “preservar a ONU é preservar a paz” e salientou que apenas uma organização multilateral mais democrática e representativa poderá garantir soluções sustentáveis para os problemas globais.

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