PR João Lourenço condecora, a título póstumo, o general Carlos Madaleno

O Presidente da República, João Lourenço, condecorou na sexta-feira, 18 de Julho, a título póstumo, o general Carlos de Oliveira Madaleno, numa cerimónia inserida nas celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, em reconhecimento à sua trajectória e contributo na luta de libertação de Angola.

A homenagem prestada ao “Comandante Madaleno” destaca o seu papel determinante nas movimentações políticas e sociais que marcaram o período pré e pós-independência, com ênfase na sua intervenção na mobilização popular nos bairros periféricos de Luanda, nomeadamente o Rangel, onde ganhou expressão como líder comunitário e político.

Carlos Madaleno iniciou a sua vida profissional como fiscal do mercado do Kinaxixi, tendo, posteriormente, aderido aos movimentos de resistência que culminaram com o fortalecimento do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) após o 25 de Abril. Em 1974, integrou a delegação de nacionalistas que participou no congresso do MPLA em Lusaka, Zâmbia, sob orientação do então líder do movimento, Agostinho Neto.

Durante o processo de transição, após os Acordos de Alvor, foi um dos responsáveis pela recepção de Agostinho Neto no Aeroporto de Luanda e desempenhou papel activo na garantia do controlo da capital pelas forças do MPLA, após a proclamação da Independência, a 11 de Novembro de 1975.

Nos anos 1990, afastou-se da vida política activa para se dedicar ao empreendedorismo, fundando o Grupo Maravilha, com destaque para a Pastaria Maravilha, referência gastronómica no mercado do Kinaxixi. Carlos Madaleno faleceu a 16 de Fevereiro de 2022, em Lisboa, vítima de doença.

A distinção foi recebida pelo seu filho primogénito, Álvaro Madaleno Sobrinho, a pedido da viúva, Generosa Madaleno. Álvaro tem dado continuidade ao legado familiar, com destaque para iniciativas filantrópicas em várias províncias do país, particularmente durante a pandemia da COVID-19, quando apoiou 13 províncias com bens de primeira necessidade.

A condecoração, segundo o Chefe de Estado, simboliza não apenas o reconhecimento pelos feitos históricos do homenageado, mas também a valorização da memória colectiva da Nação e o incentivo às novas gerações para o compromisso com a Pátria.

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