O Partido Humanista de Angola (PHA) veio a público nesta terça-feira, 2, através de um comunicado oficial, denunciar o que considera ser uma tentativa “insana” de um grupo de ex-dirigentes afastados de há três anos, com o objetivo de inviabilizar a realização da Convenção Nacional e criar instabilidade interna.
O comunicado aponta Ivo Miguel Gonçalves Ginguma como cabeça do grupo, acusado de tentar “usurpar a qualidade de Presidente”, praticando actos que o partido classifica de “falsos e criminosos”. Segundo a nota, os insurgentes criaram plataformas paralelas de desinformação, fabricando mensagens em nome do PHA, numa ofensiva para minar a liderança de Florbela Malaquias.
Em conivência com funcionários do Banco Sol, o grupo terá promovido a suspensão arbitrária da conta bancária do partido, numa manobra para estrangular financeiramente a realização da Convenção Nacional.
“Estes actos configuram graves violações da lei e dos estatutos, estando já os seus autores a contas com a Justiça”, lê-se no comunicado, que garante haver processos em curso contra os implicados.
Apesar das alegadas tentativas de sabotagem, a Convenção realizou-se, reforçando a liderança de Florbela Malaquias e legitimando os órgãos partidários.
O PHA adverte que qualquer acto praticado pelos insurgentes em nome do partido é nulo e sem efeito, deixando claro que instituições públicas e privadas que colaborem com estruturas paralelas serão responsabilizadas judicialmente.
O episódio expõe a fragilidade interna do PHA e a luta pelo controlo do partido, onde antigos dirigentes, afastados por divergências estratégicas, tentam agora regressar pela porta da frente, num contexto de disputa de recursos e influência política.
Nos bastidores, analistas entendem que esta crise pode ter desdobramentos sérios na estabilidade da liderança de Florbela Malaquias, sobretudo num ano marcado por movimentações políticas e rearranjos partidários no xadrez angolano.
