Em uma recente declaração publicada no dia 26.08, em sua página no Facebook, Marcolino Moco, ex-primeiro-ministro de Angola, manifestou preocupações sobre a abordagem política do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA). Moco alega que o MPLA tem implementado estratégias que, segundo ele, têm bloqueado o progresso do país e mantido uma estrutura de poder centralizada à volta do Presidente da República.
Ex-primeiro-ministro revisitou eventos passados para ilustrar o seu ponto de vista. Em 2001, foi chamado à sede do MPLA pelo então Secretário-Geral José Eduardo dos Santos, que lhe pediu para cessar as críticas ao lema do regime, “fazer a guerra para acabar com a guerra”. Moco recusou o pedido, argumentando que a estrutura interna do partido dificultava o debate aberto sobre questões políticas, mesmo após a declaração de democracia no país.
Em 2009, Moco expressou o seu desacordo com a nova constituição que, na sua opinião, concedia demasiados poderes ao Presidente e enfraquecia os mecanismos de fiscalização. Segundo Moco, a resposta do MPLA foi uma forma de ataque pessoal, demonstrando o que ele vê como uma estratégia para desestabilizar a oposição.
O ex-primeiro-ministro também destacou a necessidade de uma reconciliação nacional mais ampla, sublinhando que o foco deveria ser a melhoria das condições políticas e sociais em Angola. Sugeriu que a solução para os problemas do país requer uma abordagem inclusiva e uma revisão das estruturas de poder atuais.
Moco concluiu o seu apelo sublinhando a importância de todos os angolanos, incluindo políticos e cidadãos, reconhecerem e corrigirem erros históricos para assegurar um futuro mais estável e próspero para o país.
