A ausência, na última terça-feira, dos dirigentes da UNITA no lançamento oficial da fundação Jonas Malheiro Savimbi, clarificou o estado degradado das relações entre importantes figuras daquele partido.
Maquilhada na última reunião da Comissão Política do Comité Permanente, com um aperto de mãos entre o actual e o anterior líder da UNITA, cuja imagem foi divulgada nas redes sociais, as relações entre a direcção vigente e a anterior está longe de deixar confortável a alma do já falecido fundador do partido.
Sem qualquer orgulho do rumo agora tomado pelo partido que dirigiu durante largos 16 anos, Isaías Samakuva, presidente da fundação, afirmou que *a UNITA de Jonas Savimbi manteve-se fiel e nunca se deixou instrumentalizar.
Com essas declarações, Samakuva, que diz ter experiência, idade e maturidade suficiente para saber o que faz e diz, transmitiu a ideia clara de que a UNITA dirigida por Adalberto Costa Júnior, actualmente, transformou-se num autêntico instrumento.
Se é instrumento dos grupos e individualidades que dela tiram vantagens e proveitos, em detrimento de valiosos e fiéis filhos do partido, ou se é instrumento de quem, Samakuva não especificou.
Mas, na sequência, já depois de ter enaltecido a decisão do Presidente João Lourenço, que considerou patriota, por desbloquear os entraves que inviabilizavam a legalização da fundação, Samakuva afirmou que, tal e qual a UNITA de Jonas Savimbi, a fundação também não se deixará instrumentalizar.
A ausência dos dirigentes e responsáveis da UNITA, no lançamento oficial da aludida fundação, não foi bem encarada num certo e importante círculo dentro e fora da UNITA, numa altura que, segundo Samakuva, muitos querem apagar ou silenciar a história de Jonas Savimbi.
É caso para dizer que *onde há fumo, há fogo!
Por José Pedro
