Penso que é muito perigoso fazermos juízos de valores de um facto cujo o mérito não dominamos, creio piamente que o aqui ilustre oficial superior, não se zangou do nada, não se sabe ao certo o que terá ocorrido e as motivações que lhe levaram a reagir com contundência, que por hipótese, poderiam lhe levar as causas de exclusão da ilicitude e de justificação dos fatos.
Porque diante de uma situação de extrema saturação, ninguém controla os ânimos, embora não devemos generalizar, mas conhecemos todos como muitos polícias no calar da noite se comportam, muitos humilham a exaustão os automobilistas, fazem de tudo para lhes levar a tomar uma atitude corruptiva, levam as pessoas ao sofrimento e tortura psicológica, tornam-se insensíveis e arrogantes, o que não ajuda na manutenção da tranquilidade do automobilista, param tudo e todos ao mesmo tempo, ainda sequer terminou de atender uma viatura já quer parar outra, e muitas vezes, arriscam-se em parar os carros, numa condição em que, se o automobilista não estiver muito atento, é capaz de atropelá-lo devido a exiguidade gritante de iluminação pública, assim como insuficiência de reflectores a indicar que alí tem um polícia a nos parar, muitos entram mesmo no meio da estrada em zonas de baixa iluminação inclusive.
O mais agravante, é que todo mundo quer parar os carros, motoqueiros da ordem pública, agentes da ordem pública, trânsitos e não trânsitos, á que se impõr ordem nisso.
Um outro ponto é que há muitos agentes da polícia, normalmente motoqueiros da ordem pública que, recorrentemente param os carros mas numa condição de altamente mascarado, como o automobilista saberá que de facto se trata de um polícia real? Como seria possível identificar aquele agente no caso de cometer excessos de actuação se sequer se consegue ver o rosto dele? Sequer tem um Nip fixado na parte frontal da farda?
Em suma, a reação poderá não ter sido proporcional, ou terá excedido um pouco o limite da legítima defesa, mas o facto é que ninguém se zanga do nada.
De recordar que, de noite, até o ilustre Comandante Provincial de Luanda (Ribas) já foi vítima e alvo da gasosa por parte de alguns maus agentes.
Reflexões de Hélder Chihuto.
