Declarações foram feitas por Mário Pinto de Andrade, à margem do congresso do PRA-JA, enquanto a UNITA destaca crescimento da direita e do Chega nas legislativas portuguesas.
O secretário para a Reforma do Estado, Administração Pública e Autarquias do MPLA, Mário Pinto de Andrade, lamentou esta segunda-feira, 19 de Maio, a derrota do Partido Socialista (PS) nas eleições legislativas portuguesas, classificando o resultado como “um retrocesso para a democracia portuguesa”.
Falando à imprensa à margem do congresso constitutivo do PRA-JA Servir Angola, o dirigente do partido no poder em Angola sublinhou que os portugueses exerceram livremente o seu direito de escolha, num processo que considerou “competitivo e renhido”.
“Os portugueses decidiram que não queriam um Governo de maioria absoluta. Decidiram por um Governo de maioria maior, é um novo termo que está no léxico político em Portugal”, afirmou Pinto de Andrade. “É pena a descida do PS, partido fundador da democracia. No ano em que Portugal celebra os 50 anos da democracia, a direita venceu, em detrimento de outras forças democráticas.”
Também presente na cerimónia, o vice-presidente da UNITA, Simão Dembo, comentou os resultados com outro tom, destacando o crescimento do partido Chega e a quebra do PS: “Assistimos a um crescimento exponencial do Chega e praticamente ao sucumbir do PS.”
Para Dembo, os portugueses “fizeram a escolha que consideraram melhor para si”. O dirigente da oposição angolana afirmou ainda que “a AD vai continuar a governar o país” e desejou sucesso ao povo português.
Nas legislativas realizadas em Portugal, a Aliança Democrática (AD) — coligação entre PSD e CDS — venceu com 89 deputados, seguida do PS e do Chega, ambos com 58 mandatos. A Iniciativa Liberal conquistou 9 deputados, o Livre 6, a CDU 3, o Bloco de Esquerda apenas 1, enquanto PAN e JPP elegeram um parlamentar cada.
Os resultados definitivos aguardam ainda a contagem dos votos dos eleitores residentes no estrangeiro, prevista para 28 de Maio.
