Moradores do Sumbe denunciam falta de água há duas semanas em vários bairros

Moradores de vários bairros periféricos da cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, denunciaram, esta quinta-feira, 5 de Novembro, interrupções no abastecimento de água potável, com algumas comunidades a registarem até duas semanas sem fornecimento nos chafarizes.

A situação foi relatada numa reportagem divulgada pelo Portal Repórter do Povo, que ouviu residentes afectados pela interrupção do abastecimento em diferentes comunidades.

No bairro da Bumba, os moradores afirmam que nove sectores estão afectados pela falta de água, situação que os obriga a deslocarem-se para outras localidades, como Jango do Sul e Cambongo, à procura do recurso.

Uma moradora afirmou que a interrupção do abastecimento já dura há duas semanas e considerou a situação inédita desde que a comunidade passou a beneficiar do sistema de distribuição de água.

“É pela primeira vez que a água demora duas semanas”, declarou, apelando às autoridades para que resolvam o problema e evitem que os habitantes continuem a enfrentar dificuldades no acesso ao recurso.

Outra residente, que se identificou como zeladora do primeiro sector, junto do chafariz número três, confirmou a falta de água e disse ter recebido informações de responsáveis locais de que a interrupção estaria relacionada com uma avaria na bomba de abastecimento.

Segundo a mesma fonte, a situação está a obrigar os moradores a procurarem água noutras zonas, incluindo Jango do Sul e Cambongo, o que representa dificuldades acrescidas para as famílias.

Além das dificuldades no abastecimento, alguns residentes manifestaram preocupação com o consumo de água recolhida em fontes alternativas, sobretudo no rio Cambongo, que consideram imprópria para consumo humano.

Uma das moradoras relatou episódios de dores abdominais entre crianças e adultos, bem como deslocações de alguns habitantes ao hospital, associando os problemas ao consumo de água considerada imprópria. Contudo, não foram apresentadas confirmações das autoridades sanitárias sobre a existência de casos relacionados com a qualidade da água.

Os residentes afirmaram ainda que a água do rio é utilizada principalmente para regar plantas, lavar roupa e outras actividades domésticas, devido às preocupações com a sua qualidade para consumo.

Problema afecta outras comunidades

A falta de água também foi denunciada nos bairros da Pedra, Canjara, Andorra e Naxala. No bairro da Pedra, uma moradora referiu que a interrupção do abastecimento já dura há uma semana, enquanto outras fontes apontaram períodos de até duas semanas em diferentes pontos da região.

Os habitantes apelaram à administração municipal e à entidade responsável pelo abastecimento de água para que prestem esclarecimentos sobre as causas da interrupção e apresentem uma previsão para a reposição do serviço.

“Na cidade sai água, mas aqui, nada”, lamentou uma residente, ao descrever as dificuldades enfrentadas pelas famílias que precisam de transportar água desde outras zonas da cidade.

A redacção tentou contactar a Administração Municipal do Sumbe para obter esclarecimentos sobre a situação, mas não obteve sucesso.

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