Moçambique: Professores denunciam perseguições e transferências forçadas

A Associação Nacional dos Professores (ANAPRO) denunciou, nesta quinta-feira (13 de Fevereiro), que vários professores em Moçambique estão a ser perseguidos, excluídos de benefícios institucionais e transferidos compulsivamente para zonas recônditas. Segundo a organização, estas represálias atingem sobretudo aqueles que se recusam a compactuar com esquemas de corrupção ou exercem os seus direitos cívicos e políticos.

Um dos casos mais preocupantes ocorreu após as eleições autárquicas de 2024. Sete professores filiados à Renamo foram deslocados para áreas rurais de Vilankulo, na província de Inhambane, como retaliação pela sua participação na campanha eleitoral que levou o partido à vitória naquela autarquia.

Para a ANAPRO, estes actos representam uma clara violação dos direitos humanos e da liberdade de expressão, agravando o ambiente de repressão contra os profissionais da educação no país.

A perseguição não se limita à esfera política. Docentes que denunciam corrupção, ordens ilegais ou más condições de trabalho enfrentam represálias severas, evidenciando os desafios estruturais que afectam a classe.

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