Moçambique empossa 21 membros do Conselho de Estado com Venâncio Mondlane entre os escolhidos

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, conferiu posse nesta quarta-feira aos 21 membros do Conselho de Estado, órgão de aconselhamento do Chefe de Estado, cujas funções irão decorrer até 2029. Entre os empossados está Venâncio Mondlane, segundo candidato mais votado nas eleições gerais de Outubro de 2024.

Durante a cerimónia realizada no Palácio da Presidência, Daniel Chapo sublinhou a importância da integração de personalidades com diferentes ideologias políticas, considerando que a diversidade tornará as decisões do órgão mais representativas do pensamento do povo moçambicano. O Presidente reforçou ainda que a composição do Conselho simboliza a reconciliação nacional, a paz e a necessidade de aprofundar a unidade do país.

Entre os empossados figuram figuras históricas da Frelimo, no poder, como Alberto Joaquim Chipande, Graça Machel, Eduardo Silva Nihia e Felizarda de Boaventura Paulino, além da presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, a primeira-ministra Maria Benvinda Levy, a presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, e o Provedor de Justiça, Isac Chande. Também foram empossados antigos presidentes da República – Joaquim Chissano, Emílio Guebuza e Filipe Nyusi – e ex-presidentes do parlamento, como Eduardo Joaquim Mulémbwè, Verónica Macamo e Esperança Bias.

O Conselho de Estado inclui ainda líderes da oposição: Albino Forquilha (Podemos), Ossufo Momade (Renamo) e Lutero Simango (MDM), eleitos pelo parlamento. Venâncio Mondlane, apesar de não constar no acordo de implementação de reformas assinado em Março, reuniu-se com o Presidente nos dias 23 de Março e 21 de Maio, comprometendo-se com a pacificação do país após os protestos pós-eleitorais de Outubro de 2024 que resultaram em cerca de 400 mortos.

O órgão realizará a sua primeira sessão ordinária à porta fechada, incluindo a apresentação de informações sobre o seu funcionamento e a aprovação do regimento interno, numa altura em que o país ainda procura consolidar a estabilidade política após os episódios de tensão eleitoral.

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