Ontem, dia 5 de novembro, um grupo de moçambicanos residentes no Brasil dirigiu-se à Embaixada de Moçambique em Brasília, em um protesto simbólico e contundente. Com cartazes, palavras de ordem e cânticos do hino nacional, eles repudiaram os recentes episódios de violência, as alegações de fraude eleitoral anunciadas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) e a repressão imposta contra os direitos dos cidadãos em Moçambique. A manifestação contou também com a presença solidária de jovens angolanos, que se juntaram em um ato de irmandade, reconhecendo as semelhanças na luta por liberdade e justiça em seus respectivos países.
Os manifestantes condenaram o clima de ditadura e a opressão que, segundo eles, ameaçam a liberdade e a dignidade do povo moçambicano. Apelaram ao governo de Moçambique para que reveja suas ações e respeite os direitos fundamentais dos cidadãos, permitindo que o país avance rumo a uma nova era de paz, justiça e verdadeira independência.
Este apelo foi reforçado pelas vozes de angolanos que, juntos aos moçambicanos, demonstraram o poder da união dos povos africanos na diáspora em prol de causas comuns.
Além de denunciarem as injustiças, os manifestantes deixaram uma mensagem inspiradora para os moçambicanos residentes em qualquer parte do mundo: que não se calem diante das injustiças, que resistam e unam forças, pois a liberdade e a verdadeira independência de Moçambique dependem da união e do compromisso de todos.
Esse gesto representa um chamado poderoso à diáspora e aos moçambicanos de todas as partes para que mantenham viva a chama da luta por um Moçambique livre e democrático. Essa união e coragem podem impulsionar uma mudança verdadeira, exigindo um país onde o povo possa viver sem medo e com respeito à sua vontade expressa nas urnas.
Por Venâncio Mondlane
