Minuto Verde alerta para exploração ilegal de recursos na Huíla

A Minuto Verde manifestou preocupação com a alegada exploração ilegal de recursos minerais na área do Mupopo, província da Huíla, alertando para os impactos ambientais e institucionais decorrentes da situação.

Em comunicado, a organização de defesa do ambiente refere que a prática em causa representa não apenas uma infração ambiental, mas também uma violação dos princípios da administração pública, com reflexos na credibilidade das instituições e na confiança das comunidades locais.

Segundo a nota, a exploração descontrolada na zona do Mupopo poderá estar associada a um ciclo de impunidade que contribui para a degradação acelerada dos recursos naturais, sobretudo quando envolve agentes com responsabilidades na fiscalização.

Entre os principais impactos identificados, a organização destaca a degradação do solo, com erosão e perda de fertilidade, bem como a alteração dos ecossistemas locais devido à destruição da cobertura vegetal e consequente redução da biodiversidade.

O documento aponta ainda para o assoreamento de cursos de água e possível afectação de nascentes, além da poluição ambiental provocada por poeiras, resíduos e outras formas de contaminação resultantes da actividade desordenada.

A Minuto Verde alerta igualmente para potenciais tensões sociais nas comunidades locais, resultantes da disputa e exploração indevida dos recursos naturais.

Face à situação, a organização recomenda a abertura de uma investigação independente, a suspensão imediata das actividades não licenciadas e a responsabilização dos envolvidos, independentemente da sua posição social ou institucional.

Defende ainda o reforço da fiscalização ambiental, a criação de equipas técnicas independentes, a recuperação das áreas degradadas e a divulgação pública das licenças e acções de controlo.

A organização sublinha que a exploração de recursos naturais deve obedecer estritamente à lei e ser orientada por princípios de sustentabilidade ambiental, advertindo que a ausência de medidas firmes pode levar à normalização da degradação ambiental.

A Minuto Verde reafirma o seu compromisso com a defesa do ambiente, da legalidade e das comunidades afectadas.

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