Ministro exonera adido de imprensa em Londres

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O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, comunicou aos seus principais colaboradores que decidiu, exonerar o jornalista Alfredo Benedito Salvador Carima “Dito” (na foto), do cargo de Conselheiro de Imprensa e cultura junto da embaixada de Angola no Reino Unido da Grã-Bretanha, Irlanda e Irlanda do Norte.
De acordo com fontes do Club-K, o afastamento prematuro do adido de imprensa está a ser associado ao insucesso do regime em convencer a central da CNN em Londres, para abertura de uma divisão em África, que teria a designação por “CNN – Angola”.
Em meios que acompanham a política de comunicação social consideram que o adido de imprensa cessante terá sido alvo tensões internas no regime, que a muito teriam apelado que fosse descartado no seguimento de reclamações que atribuíam ao mesmo um alegado problema de relações humanas. Na onda das referidas intrigas foram feitas insinuações que o associavam como patrocinador da pagina “Joana Clementina”.
O actual embaixador de Angola em Londres, Geraldo Nunda que é uma figura que prima pelas boas maneiras, desapreciava certas reclamações a seu respeito, não obstante a aversão que é frequentemente ao adido a tudo que se origina da UNITA, o maior partido da oposição em Angola.
Em Londres desde 2021, Alfredo Benedito Salvador Carima, foi uma aposta do antigo embaixador em Londres Rui Jorge Mangueira, de quem tinha excelentes relações. Após a formalização da sua nomeação em 2018, o então novo adido de imprensa, terá ficado algum tempo na capital portuguesa, aguardando que as autoridades resolvem questões de ordens orçamentais para o receber em Londres.
Antigo estudante do então designado Instituto Médio Karl Marx Makarenko (hoje IMIL), Alfredo Carima, fez carreira por um curto período de tempo no Jornal de Angola. Trabalhou depois como consultor comercial da SINFIC, uma empresa ligada ao MPLA, que prestava assessoria informática a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
A dada altura esteve a trabalhar para a Rádio Mais, na qual realizava o programa “Mais Cidadania”, tendo sido afastado no primeiro semestre de 2014, em circunstancias meio turbulentas e que não abonavam em nada o seu perfil profissional. Os colegas da Rádio Mais atribuíam-no uma alegada tendência de usar mais os músculos e as ameaças em detrimento dos neurónios e dos argumentos de razão, no campo das relações urbanas.
Ainda na Rádio Mais, Alfredo Carima, chegou a ser reportado como tendo agredido um colega Gilberto das Neves, algo depois contestado pelo mesmo justificado que “dirigi-me à sala do Sr Gilberto das Neves e da troca de palavras havida, resultou na acção minha de o agarrar pelos colarinhos da camisa por cerca de 15 ou 20 segundos”, lembrando que “Se o tivesse agredido ou espancado o assumiria como o faço com todos os meus actos”.
Ao deixar a “Rádio Mais”, Alfredo Carima foi “devolvido” para a esfera do Estado onde ocupou as funções de assessor de imprensa do Secretário-Geral da Assembleia Nacional. Tem formações avançadas em informática feitas no Brasil, e outras superações técnicas. Club K

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