A cada dia que passa, Angola afunda-se ainda mais na miséria, enquanto o governo insiste em alimentar uma narrativa que não reflete a realidade do povo. A Televisão Pública de Angola (TPA) destaca casos irrelevantes, como o do “aputarado”, desviando a atenção dos problemas reais que assolam a nação.
A verdade é que milhões de angolanos vivem em pobreza extrema, sem acesso a água potável, saneamento básico, educação de qualidade e serviços de saúde minimamente funcionais. Enquanto isso, a corrupção desvia recursos públicos para enriquecer uma elite insensível ao sofrimento da população. O desemprego atinge níveis alarmantes, empurrando jovens para a criminalidade e a informalidade, enquanto as famílias lutam para garantir uma única refeição por dia.
As dificuldades da população são visíveis em cada esquina: crianças desnutridas, mães desesperadas, sem meios para sustentar seus filhos, idosos abandonados à própria sorte. O governo finge não ver, e os meios de comunicação oficiais tentam pintar um quadro otimista que não convence ninguém.
Minha Angola está perdida porque a liderança que deveria resgatá-la está mais preocupada em manter o poder do que em servir o povo. Mas a esperança não pode morrer. É preciso denunciar, resistir e lutar por uma Angola onde todos tenham dignidade e oportunidades reais de uma vida melhor.
Por José Juliano
