Mário Oliveira destaca avanços de Angola na transformação do Programa Espacial

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, destacou, esta segunda-feira, em Luanda, os avanços registados por Angola na transformação do Programa Espacial Nacional (PEN), com foco na formação, investigação científica, inovação e cooperação internacional, , segundo avançou o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN).

Ao intervir na sessão de encerramento da Semana Mundial do Espaço 2026, que decorreu sob o tema “Revolução dos Foguetes”, o governante afirmou que o PEN está a assumir uma dimensão cada vez mais orientada para a resposta aos desafios concretos do desenvolvimento do país.

Segundo Mário Oliveira, as tecnologias espaciais já apresentam aplicações relevantes em sectores estratégicos como a agricultura, gestão de recursos naturais, monitorização ambiental, prevenção de catástrofes, ordenamento do território e telecomunicações.

No domínio da formação de quadros, o titular da pasta das Telecomunicações informou que, nos últimos 12 meses, foram capacitados 8 mil 987 cidadãos, através de 74 acções desenvolvidas em 16 províncias do país.

Paralelamente, destacou a certificação de 148 técnicos provenientes das 21 províncias, preparados para a utilização, gestão e interpretação de dados e serviços disponibilizados por satélites.

“Não existe soberania tecnológica sem pessoas preparadas para criar, operar e desenvolver tecnologia”, sublinhou Mário Oliveira, defendendo a preparação de uma nova geração de engenheiros, técnicos e investigadores para sustentar a próxima fase do programa.

No âmbito da cooperação internacional, o ministro revelou que Angola estabeleceu 20 novos acordos de parceria nos últimos 12 meses, destacando as alianças com as agências espaciais da Nigéria e dos Emirados Árabes Unidos para o intercâmbio de conhecimento e desenvolvimento de projectos conjuntos.

Mário Oliveira reiterou igualmente a importância de aproximar a ciência e a tecnologia espacial dos jovens, escolas e universidades, como forma de incentivar a curiosidade científica e o surgimento de novos talentos nacionais.

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