Mais de 36 mil jovens em Angola vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), sendo 73% do sexo feminino, segundo dados divulgados durante um workshop sobre HIV-SIDA, apuradas pela RNA, saúde sexual reprodutiva e igualdade de género, realizado na província de Benguela.
A informação foi avançada pelo presidente da Associação de Jovens Académicos Solidários de Angola, Fernando Canyina, durante a abertura do encontro, que reúne líderes de associações juvenis das regiões centro e sul do país.
De acordo com o responsável, o encontro visa identificar estratégias para mitigar o impacto do HIV-SIDA entre os jovens, reforçando o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, bem como a promoção da igualdade de género.
“Em Angola, mais de 36 mil jovens vivem com VIH, sendo que 73% são raparigas. Sabemos que a violência baseada no género e o acesso limitado aos serviços de saúde continuam a representar grandes obstáculos para a nossa geração”, referiu Fernando Canyina.
Por sua vez, o director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos de Benguela, Pascual Luís, destacou a importância do contributo da juventude nas várias esferas da sociedade.
“A juventude deve participar activamente na vida cívica e cidadã, bem como na inclusão digital e financeira. É fundamental que os jovens se envolvam nestas temáticas, pois o seu papel é determinante para o desenvolvimento sustentável do país”, frisou.
O workshop conta com a participação de representantes juvenis de diversas províncias e organizações da sociedade civil, com enfoque no reforço de políticas públicas voltadas para a juventude e saúde.
