De acordo com o responsável, a província de Luanda lidera a estatística com cerca de 600 crianças em situação de rua, seguida por Benguela e outras províncias do país. “Nós elaboramos um manual metodológico que orienta o trabalho de localização e reintegração familiar destas crianças. A nossa meta é alcançar as 2.070 crianças já identificadas”, explicou Paulo Kalessi.
O seminário contou com a presença de técnicos e especialistas da área da infância, que analisaram estratégias de resposta à problemática. Entre os temas abordados, destacou-se a importância do acolhimento familiar como solução prioritária.
Bruno Pedro, um dos preletores do encontro, defendeu que “é necessário criar condições para reintegrar a criança no seio familiar, com base em procedimentos técnicos adequados e sustentados por instrumentos como o manual apresentado”.
Por sua vez, o vice-governador do Cuanza Norte para os Serviços Técnicos e Infraestruturas, Michel Luzolo, sublinhou que a criança deve ser tratada como prioridade absoluta na formulação de políticas públicas. “Vamos continuar a capacitar as famílias e expandir a rede de equipamentos sociais voltados à educação, baseando-nos nos 11 compromissos assumidos pelo Executivo”, afirmou.
O plano de ação do INAC integra a articulação com os governos provinciais e parceiros sociais para a retirada progressiva das crianças das ruas, através de programas de reunificação familiar e apoio psicossocial.
A iniciativa, transmitida pela Rádio Nacional de Angola, reforça o compromisso das autoridades angolanas na implementação de políticas que assegurem os direitos fundamentais da criança em todo o território nacional.
