Luz foi ministro inapto fica – Jorge Eurico

Recentemente onze províncias interligadas pelo Sistema Elétrico Nacional ficaram sem energia eléctrica. Registaram um inesperado e estranho apagão durante largas horas. Instituições públicas e privadas foram forçadas a deixar de cumprir as suas obrigações. O País ficou panicado! O Gabinete de Tecnologias de Informação, Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Energia e Águas emitiu solicitamente uma Nota de Imprensa na qual destaca que o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, foi informado sobre as causas que estiveram na base da interrupção do fornecimento de energia eléctrica.

João Baptista Borges foi informado. Mas o Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Energia e Águas não deu pelota ao cidadão-contribuinte e consumidor. Por quê? Porque entende que o ministro é mais importante que o cidadão-contribuinte e consumidor. Daí terem-no informado e mandado bugiar os cidadãos. Um desrespeito e consideração pelo cidadão e pelo País num todo. Mais valia ao Gabinete de Tecnologia de Informação, Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Energia e Águas ter-se escusado a difundir o comunicado no qual destaca o facto de o ministro ter reunido com os conselhos de Administração das empresas do sector. Gastou tempo e latim para não dizer ao cidadão-contribuinte e consumidor porque razão foi privado de energia eléctrica durante largas horas.

O Gabinete de Tecnologia de Informação, Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Energia e Águas fez isso por entender que o ministro é mais importante que o cidadão-contribuinte e consumidor. Que é imerecedor de confiança. O ministro da Energia e Águas é responsável perante o cidadão-contribuinte e consumidor. Tem a obrigação de dar uma satisfação ao País.

O cidadão-contribuinte e consumidor tem o direito de ser informado sobre os assuntos que afectam a sua vida e o seu bem-estar. O facto de o Gabinete de Tecnologia de Informação, Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério de Energia e Águas ter omitido as causas que levaram onze províncias do País a ficar às escuras durante largas horas, é uma violação ao Direito à Informação. Tivesse o mínimo de decência cívica o decano dos auxiliares da Administração Lourenço deveria penitenciar-se perante os cidadãos. Não o fez e não vai fazer. O Titular do Poder Executivo tem ciência do que se passou. Mas ainda assim mantém o ministro no seu Executivo. Dito de outro modo: Luz foi, ministro (inapto) ficou!

Por Jorge Eurico

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