O presidente do movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe, Zecamutchima, reiterou o apelo à autonomia da região, defendendo que a reivindicação constitui uma questão de dignidade e justiça social para as populações locais.
Numa mensagem dirigida ao povo da Lunda Tchokwe, o responsável afirmou que a luta em curso é de natureza pacífica, mas assenta na necessidade de garantir melhores condições de vida para as comunidades, face ao que considera ser uma exploração desigual dos recursos naturais.
Segundo Zecamutchima, a região possui riqueza suficiente para impulsionar o desenvolvimento local, sublinhando que os recursos existentes devem beneficiar directamente as populações, através da criação de emprego e melhoria das condições socioeconómicas.
Na mesma mensagem, destacou o que classificou como “direito histórico” do povo Lunda Tchokwe, referindo a existência de uma identidade própria e de uma herança cultural milenar que, no seu entender, deve ser reconhecida.
O líder abordou igualmente a vertente jurídica da reivindicação, fazendo referência ao Tratado de Protectorado com Portugal, que considera ter relevância no quadro do direito internacional.
Zecamutchima defendeu que a população deve ter o direito de decidir o seu próprio futuro, apelando à mobilização e à divulgação da causa junto da comunidade nacional e internacional.
A mensagem termina com um apelo à unidade e participação cívica, no sentido de reforçar a visibilidade das reivindicações da região da Lunda Tchokwe.
