JURA denuncia supostas interferências do MPLA em atividades juvenis na Província de Benguela

A Juventude Unida Revolucionária de Angola (JURA), organização juvenil da UNITA, manifestou repúdio ao que classifica como actos antidemocráticos por parte do MPLA na Província de Benguela. Em nota divulgada neste Sábado, a JURA denuncia o cancelamento arbitrário de actividades académicas e tentativas de sabotagem de eventos organizados por movimentos juvenis opositores.

De acordo com o comunicado, um dos episódios ocorreu no Instituto Superior Politécnico Lusíada, no Município do Lobito, onde uma actividade foi cancelada sem justificação adequada. Situação semelhante teria ocorrido no Instituto Superior Politécnico Maravilha, em Benguela, envolvendo uma iniciativa do Movimento de Estudantes Angolanos (MEA). Além disso, no Município de Catumbela, organizadores de um evento foram obrigados a devolver os valores arrecadados devido às dificuldades impostas para a sua realização.

A JURA considera essas acções um atentado contra os princípios democráticos e uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e a participação política da juventude. “A luta pela democracia, pela paz e pelo bem-estar de todos os angolanos exige coragem, determinação e, acima de tudo, união”, destaca a nota.

A organização juvenil da UNITA apela à sociedade, especialmente aos jovens, para que não se deixem intimidar e denunciem quaisquer tentativas de retrocesso democrático. “Somente com coragem e firmeza poderemos construir a Angola que todos sonhamos”, reforça o comunicado.

Até ao momento, o MPLA não se pronunciou sobre as acusações.

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