O cidadão Gerson Eugénio Quintas “Man Gena” será esta quinta-feira,29, presente a um juiz de garantia do Tribunal de Comarca de Luanda, após ser expulso e extraditado no domingo de Moçambique para Luanda, e detido à chegada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), no quadro da cooperação policial internacional da INTERPOL, PGR, SIC e SME.
Sobre “Man Gena” pesam dois mandados de detenção, por crimes de roubo qualificado e abuso de confiança, para além dos crimes de ultraje ao Estado, seus símbolos e órgãos, incitação pública ao crime, difamação, injúria e calúnia.
Esta quarta-feira, “Man Gena” foi ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que instruiu o processo-crime.
Segundo o SIC, Gerson Eugénio Quintas abandonou o território nacional, depois da publicação de vários áudios e vídeos nas redes sociais contra o Presidente da República, governantes, oficiais generais e comissários da Polícia e do SIC, sobre alegados envolvimentos no tráfico de droga.
Conforme o SIC, posto na República de Moçambique, o denunciante viu rejeitado o seu pedido de asilo, por supostamente não fazer prova da alegada perseguição de que diz ser alvo.
O SIC assegura que vendo os seus intentos fracassados, “Man Gena” levantou-se contra as autoridades de Moçambique, pelo que, uma vez expulso, fica interdito de entrar naquele território por um período de dez anos.
Entretanto, esta quarta-feira, a SIC assegurou que investigou as denúncias feitas por “Man Gena” nas redes sociais, e concluiu que são infundadas.
Conforme as autoridades, nada do que “Man Gena” denunciou na internet está comprovado, aconselhando o denunciante a apresentar provas das acusações do que delatou.
O Novo Jornal soube que o Ministério Público procedeu ao interrogatório preliminar ao acusado esta quarta-feira, 28, e encaminhou-o agora para ao juiz de garantia.
Caberá agora a este juiz ouvir o acusado, assim como olhar para as provas do Ministério Público e decidir se “Man Gena” deve ou não permanecer detido. NJ
