A Iniciativa Liberal (IL), partido político português, questionou esta semana no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a ausência de Venâncio Mondlane no diálogo nacional inclusivo promovido em Moçambique.
A preocupação foi apresentada pelo eurodeputado João Cotrim de Figueiredo, que considerou inaceitável a exclusão do antigo candidato presidencial, segundo mais votado nas eleições gerais de 2024.
De acordo com os resultados divulgados pelo Conselho Constitucional moçambicano, Daniel Chapo, apoiado pela FRELIMO, venceu o escrutínio de 9 de Outubro com 65,17 por cento dos votos. Venâncio Mondlane obteve 24,19 por cento, ficando em segundo lugar.
O político moçambicano e o seu partido rejeitaram os resultados, alegando irregularidades, e convocaram manifestações que resultaram em confrontos violentos, com mais de 300 mortos, segundo a Plataforma DECIDE.
Para a IL, a ausência de Mondlane compromete a representatividade do processo. “A democracia exige a participação de todas as vozes relevantes”, afirmou João Cotrim de Figueiredo.
O partido instou ainda a União Europeia a reforçar esforços para garantir um diálogo político genuíno e a investigar denúncias de violência contra manifestantes.
A questão será analisada pela Comissão de Assuntos Externos do Parlamento Europeu, que deverá pronunciar-se sobre a crise política moçambicana nos próximos dias.
